quarta-feira, 24 de abril de 2013

“O PROFESSOR IDEAL”
Imagem acessada em: 10/05/2013 ás 19:04, em: http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012_01_01_archive.html



O professor ideal é uma incógnita. Afinal, existem muitas questões a serem levadas em consideração, contexto político, social, sócio-cultural, econômico, sócio-educacional, etc.
Muitas são as reflexões quando falamos sobre docência, atentar em que âmbito social a instituição de ensino esta inserida é um dos pontos de partida. Qual é a realidade da comunidade que é atendida por aquela escola? A partir daí começa o plano de ensino, metodologia, abordagem, didática e até mesmo quais seguimentos psicológicos devem ser adotados pelo docente.
E mesmo com todas essas informações listadas acima, o docente ainda tem que se atentar que dentre as suas turmas nessa escola, todas são diferentes entre si, portanto, o mesmo terá que utilizar de métodos e abordagens diferenciadas entre as mesmas e entre cada educando, transformando assim a comunicação interpessoal uma aproximação com o seu educando.
...todo ato comunicacional pode ser definido como uma forma de recriação de uma dada realidade captada por aquele que se comunica... (Santos, Roberto Elisio dos - As teorias da comunicação, da fala a internet - São Paulo : Ed Paulinas, 2008, pag. 16)



Acessado em: 09/05/2013 ás 23:32, em: http://www.youtube.com/watch?v=IEX9bOeTMZg



  • TECNOLOGIAS

Observar a evolução tecnológica ao redor para se aproximar do educando é essencial para o sucesso da ação docente, pois o aluno em sua grande maioria tem acesso aos meios de comunicação virtual, adentrando em sala de aula, com muita informação devido a isso.
Não há duvida de que a popularização dos computadores e ambiente virtual gerou mudanças na maneira da construção do processo ensino-aprendizagem e do conhecimento. Tudo isso intensifica a importância do uso da mesma na educação, com novos ambientes de aprendizagem que nos propicia a novas estratégias de ensino-aprendizagem capazes de transformar a linguagem virtual em uma linguagem “interpessoal”, aumentando assim a motivação e a autonomia do educando. Esses ambientes diminuem a distancia existente entre a instituição de ensino formal e o educando, possibilitando que esse individuo se prepare para as relações sociais e/o tornando um ser humano critico.
Diversos educadores ainda não se deram conta de como utilizar os preciosos e facilitadores recursos que a informática oferece. Este fato se da, pela falta de formação de alguns educadores, nessa determinada área da tecnologia, que nos dias atuais é ferramenta primordial para compor os seus trabalhos no cotidiano.


A atual e permanente formação de alguns educadores, não propicia condições necessárias para que o educador domine essa ferramenta. Dessa maneira existe a necessidade de preencher essa “lacuna” que existe na formação desses educadores. O Objetivo dessa formação, além de visar a aquisição de metodologias de ensino e como ele acontece, possa ir associando ao computador para que ambos caminhando em conjunto, favoreça diariamente na construção do conhecimento.
  • REALIDADE BRASILEIRA
Atualmente muito se tem discutido sobre a realidade da educação no contexto escolar. Busca-se uma verdadeira definição para o seu significado, justamente porque esse tem sido um dos aspectos mais problemáticos na pratica pedagógica. Apesar de ser a avaliação uma pratica social ampla, pela própria capacidade que o ser humano tem de observar, refletir e julgar na escola sua dimensão não tem sido muito claro.
Sabe-se que a educação é um direito de todos os cidadãos, assegurando-se a igualdade de oportunidades. Na realidade, muitos professores fazem uso da avaliação cobrando conteúdos aprendidos de formas mecânicas, sem muito significados para o aluno para verificar o rendimento dos alunos classificando-os como bons ou ruins com função simplesmente classificatórias, esses instrumentos são utilizados para aprovar ou reprovar o aluno, mas no nosso ponto de vista isso acontece pela falta de compreensão de alguns educadores sobre o sentido da avaliação

“Por isso, é tão importante fazer com que os professores se apropriem dos saberes de que são portadores e os trabalhem do ponto de vista teórico e conceitual"  (NÓVOA, A. Profissão professor. Ed. Porto, 1995, p. 36)                      

O professor deve ver o aluno como um ser social percebê-lo como alguém capaz de estabelecer uma relação cognitiva e afetiva com seu meio, pois só assim acontece o processo ensino-aprendizagem significativa, ele deve ter conhecimento da realidade na qual vai atuar para que seu trabalho seja dinâmico criativo e inovador, ser educador nos dias de hoje, é uma tarefa difícil, pois precisa se dedicar, como mediador da aprendizagem precisa ter paciência, criatividade, humildade portanto notamos, que a profissão docente é uma das mais difíceis, pois temos desafios todos os dias.
A inclusão dos pais tem muita importância na vida escolar do aluno, pois os mesmos são mediadores entre escola e professor, porém sabemos que sempre coube a mulher/mãe a incumbência de acompanhar a educação dos filhos, e como nas ultimas décadas podemos observar o crescimento da mesma no mercado de trabalho, mulheres cada vez mais saindo de casa para trabalhar e manter o sustento da família, devido a isso, abriu-se uma lacuna na educação familiar, pois ninguém preencheu o papel antes ocupado pela mulher no acompanhamento escolar. Façamos cada de nos uma seria reflexão a respeito desses pontos, a respeito da diversidade em si e como podemos contribuir para desenvolver novos paradigmas para uma sociedade global que consiga aceitar a novidade e singularidade do único que somos cada um de nos.



                                                
  • FILOSOFICAMENTE FALANDO
Imagem acessada em: 10/05/2013, ás 20:02, em: http://faflor.com.br/administrasempre/?p=18

A filosofia é pedra fundamental de toda teoria pedagógica e tem entre seus fundamentos básicos a concepção de sociedade, tendo o homem como detentor do conhecimento e torna o sujeito capaz de tornar a sociedade mais justa e fraterna.
A filosofia pressupõe uma educação reflexiva, buscando o norte entre o que se pressupõe de uma educação e o quê se busca efetivamente para uma aprendizagem eficaz.
O pensamento sólido filosófico interpreta as facetas da educação como um modelo que tem que estar focado em tudo que é necessário sem ter que se apaziguar com as dificuldades aparentes e no enfrentamento das dificuldades incrustadas na forma de se pensar e efetivar uma educação que tenha como preconização a inserção do aluno nos novos meios de adquirir conhecimento.
Nessa perspectiva, cabe à filosofia da educação empenhar-se na construção de uma imagem de homem como sujeito da educação, buscando uma visão integradora que leve em consideração a historicidade desse ser e sua busca incessante pelo conhecimento.
Educador e educação são permeados pela criação pedagógica e o tempo não cria fenda entre ambos. Assim como nos primórdios, inicialmente com os sofistas, o educador atual diante de todas as dicotomias tem como seara as condições adversas, pois somente assim a semente germinará sob condições próprias tornando a educação o elo forte entre o saber e o agente receptivo ao conhecimento. 
Neste sentido a filosofia da educação é o liame entre o professor reflexivo e o aluno que busca sua inserção na sociedade de forma plena por meio da educação e da vivencia democrática.

"A proposta do professor reflexivo se fundamenta na idéia de que é necessário enfrentar situações incertas e buscar uma resposta de acordo com o que se considera correto para o caso. Assim, esta abordagem coloca em crise as práticas escolares que se sustentem em concepções tecnocráticas, uma vez que confia na própria capacidade de reflexão para viabilizar a transformação da prática em valores educativos.”
(Autonomia dos professores. Trad. de Sandra Trabucco-Venezuela; revisão técnica, apresentação e notas à edição brasileira: Selma Garrido Pimenta.
São Paulo: Cortez, 2002).

O professor nestes novos tempos busca interagir com a sociedade, haja vista de ser um dos componentes desta maquina temporal que não para, mas que fica estagnada quando a educação não caminha lado a lado interagindo num mesmo compasso tendo o educador e educando como parceiros indissociáveis.
É importante salientar que o professor dos novos tempos se aproxima da informação e da tecnologia não necessariamente  para tê-los como uma barreira intransponível, mas como algo ao alcance  próprio e daqueles que dependerão de sua interação e vontade de propagar o conhecimento adquirido. Nestes dias de facilidades na busca de informações e de mudanças constantes, o professor se vê desafiado pois as informações precisam passar pelo filtro pedagógico-educacional para se saber se aquele conhecimento  atende às necessidades daquele momento ou serão concebidos para as novas gerações como algo duradouro e de cunho educacional.
Ser docente nestes dias é o desafio de se reinventar, de ser pedra e vidraça, pois tudo reflete em seu conhecimento e modo de passar este conteúdo  O conhecimento incorporado facilita este trajeto, mas não é a portal que bloqueia novos conhecimentos,  refletindo na preparação deste professor-pensador diante as intempéries destes novos tempo.
O aluno é o nexo causal de conhecimento e aprendizagem. A atividade docente nestes novos tempos  é algo que precisa de uma reavaliação e de aprofundamento das discussões acadêmicas pois esta em debate toda uma forma de pensar e de ver a educação e seus processos de conhecimento. O desenvolvimento do educador e as facilidades criadas para que estas inovações cheguem ao aluno pode ser o condão para o desenvolvimento intelectual e de tomada de conhecimento.

terça-feira, 23 de abril de 2013


Vygotsky & Piaget - A Psicologia educacional

Imagem acessada em 10/05/2013 ás 19/11, em: http://pensareducacao.wordpress.com/2012/06/09/vygotsky-e-piaget/

A psicologia é o principio básico da pratica educacional, a relação professor - educando é baseado na psicologia, relação essa de parceria, respeito e crescimento, não uma relação de imposição. O professor sob a visão psicológica deve considerar no processo de ensino-aprendizagem que seu aluno é um ser ativo, interativo e possuidor de conhecimentos prévios e o educador neste ponto de vista se colocar como mediador de informações para transformar essas informações em conhecimento.


Através da relação criada o professor deve descobrir o potencial do educando a fim de optar por qual tipo de abordagem utilizará no processo de ensino, coletivamente como defende Vygotsky ou individual apontado como método de Piaget.
Para Vygotsky, o processo de ensino-aprendizagem se tem através da coletividade, causando espanto ao educando, curiosidade, curiosidade essa que o levará a aprofundar os conhecimentos adquiridos em ambiente escolar, exemplo:

  • O professor formar grupos de estudos, estimulando o educando a trocar experiências entre si, fazendo indagações pertinentes ao conteúdo aplicado e analisando o resultado final desta atividade, identificando qual são as dificuldades e potenciais desse aluno. O educando pode, por exemplo, dominar a operação soma da matemática e ainda não aprendeu a multiplicação, para que o educando aprenda a multiplicação, basta o professor mediar esse conhecimento, se colocar como “andaime”, pois um aluno que já saiba somar, esta preste a aprender multiplicar.
“Qualquer que seja o procedimento em grupo, ele deve procurar desenvolver as habilidades de trabalho coletivo responsável e a capacidade de verbalização, para que os alunos aprendam a expressar-se e a defender os seus pontos de vista.”
(Libâneo, José Carlos, Didática - Ed. Cortez, São Paulo - 1994, p.171)

Já Piaget defende a construção do aprendizado individual, através de uma linguagem onde o erro faz parte do processo de ensino-aprendizagem, seriam os chamados erros construtivos.

  • À medida que o educando erra, o professor identifica o que já foi aprendido e o que ainda precisa ser ensinado. Para Piaget, o processo de ensino será construído na cabeça do sujeito ativo, a partir das estruturas mentais que ele possui, cabe ao professor incentivar e encorajar o aluno, para que ele mesmo tome a iniciativa de ir atrás do conhecimento.

A relação professor - educando é baseada na cooperação entre ambos, transformando um debate entre os iguais que o processo de desenvolvimento cognitivo se concretizara.
"Essa nova abordagem do pensamento infantil como problema qualitativo levou a Piaget a uma atitude que se poderia chamar de oposta a tendência antes dominante"                                                                                 (Ivic, Ivan, Lev Semionovich Vygostsky - Ed. Massangana da Fundação Joaquim Nabuco - Brasil - 2010, p. 38)

Saúde & Educação, é possível caminhar junto?

Imagem acessada em: 10/05/2013, ás 21:15, em:http://www.unicef.org/brazil/expresso/expresso227_n41.htm

A realidade social do nosso país é muito precária, tanto que na educação pública a uma preocupação na questão da saúde, isso ocorre desde a década de 30, com o então presidente Getúlio Vargas criando um ministério que englobava saúde e educação, só em 1953 que foi dividido esses dois temas em ministérios distintos.
Mas de lá para cá, os ministérios acabam fazendo trabalhos conjuntos de conscientização, em campanhas como, por exemplo, o combate a AIDS, Poliomielite, hepatite, gripe, entre outros. O caso mais recente de trabalho conjunto dos ministérios da educação e saúde foi em 2009, devido ao surto de gripe suína no mundo, por orientação do ministério de saúde, muitas escolas fecharam sua porta, no caso do Estado de São Paulo, por exemplo, a rede estadual de educação fechou suas portas por 32 dias, para tentar evitar uma proliferação do vírus no estado em julho/agosto daquele referido ano.
Para abordar a escola como um espaço de saúde, temos que partir da noção da realidade, reconhecendo e dando visibilidade para construção de um cenário melhor, afinal não há como falar em aprendizagem, sem atentar o contexto onde a mesma é produzida, o professor entra justamente nesta questão, deve se atentar para orientações sobre a realidade da comunidade em que atua, identificando as necessidades no âmbito da saúde e fazer as orientações cabíveis, assim fazendo um trabalho social de prevenção, orientações como higiene pessoal, como: lavar as mãos antes das refeições, escovarem os dentes após cada refeição e etc. Esse é apenas o inicio de um trabalho, para que o resultado seja ainda maior quando essas orientações dadas aos educando chegar a cada lar da comunidade em que a instituição esta inserida. No link a seguir assista a série: Saúde e Educação - Integração das politicas de saúde e educação - produzido pela Tv Escola:
http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=1248
Link acessado em: 10/05/2013 ás 16:35


Considerações Finais

A formação docente tem que se atentar a todas as informações acima citada para elaborar um curso de formação para professores, para que os futuros docentes estejam preparados para enfrentar a realidade que encontrara no mercado de trabalho. Ser professor nos dias atuais não é uma tarefa simples, e nem todos que hoje estão em um curso de licenciatura, desejam ou irão adentrar em sala de aula, pesquisa realizada no inicio desde ano “2013”, mostra isso, os alunos que ingressaram no curso de exatas no 1º semestre de 2013 na USP, em media 50% não querem ou tem duvidas quanto a ser professores no termino do curso¹, ou seja, podemos concluir que o professor acima de tudo tem que ser humano, deixar aflorar seus sentidos e sentimentos, sentir o que esta ao seu redor e considerar o aluno também como humano com todos os sentimentos, um ser pensante, ativo e que produz, só assim, o docente conseguirá sucesso no processo ensino-aprendizagem.
Finalizando, o professor ideal não surge do nada, ele surge quando as condições lhe propiciam o amadurecimento. “Assim como a árvore que produz frutos, no reino vegetal, bem como o animal que gera e cria seus filhotes no reino animal, precisam ser devidamente nutridos, o professor, para produzir o fruto que é conhecimento, precisa ser devidamente nutrido, assim como, a valorização da dignidade humana.” Quando este dia chegar estaremos mais próximos de uma sociedade mais justa, de uma escola mais relevante, e de um professor ideal.