A filosofia é pedra fundamental de toda teoria pedagógica e tem entre
seus fundamentos básicos a concepção de sociedade, tendo o homem como detentor
do conhecimento e torna o sujeito capaz de tornar a sociedade mais justa e
fraterna.
A filosofia pressupõe uma educação reflexiva, buscando o norte entre o
que se pressupõe de uma educação e o quê se busca efetivamente para uma
aprendizagem eficaz.
O pensamento sólido filosófico interpreta as facetas da educação como um
modelo que tem que estar focado em tudo que é necessário sem ter que se
apaziguar com as dificuldades aparentes e no enfrentamento das dificuldades
incrustadas na forma de se pensar e efetivar uma educação que tenha como
preconização a inserção do aluno nos novos meios de adquirir conhecimento.
Nessa perspectiva, cabe à filosofia da educação empenhar-se na
construção de uma imagem de homem como sujeito da educação, buscando uma visão
integradora que leve em consideração a historicidade desse ser e sua busca
incessante pelo conhecimento.
Educador e educação são permeados pela criação pedagógica e o tempo não
cria fenda entre ambos. Assim como nos primórdios, inicialmente com os
sofistas, o educador atual diante de todas as dicotomias tem como seara as
condições adversas, pois somente assim a semente germinará sob condições
próprias tornando a educação o elo forte entre o saber e o agente receptivo ao
conhecimento.
Neste sentido a filosofia da educação é o liame entre o professor
reflexivo e o aluno que busca sua inserção na sociedade de forma plena por meio
da educação e da vivencia democrática.
"A proposta do
professor reflexivo se fundamenta na idéia de que é necessário enfrentar
situações incertas e buscar uma resposta de acordo com o que se considera
correto para o caso. Assim, esta abordagem coloca em crise as práticas
escolares que se sustentem em concepções tecnocráticas, uma vez que confia na
própria capacidade de reflexão para viabilizar a transformação da prática em
valores educativos.”
(Autonomia dos
professores. Trad. de Sandra Trabucco-Venezuela; revisão técnica, apresentação e
notas à edição brasileira: Selma Garrido Pimenta.
São Paulo: Cortez, 2002).
O professor nestes novos tempos busca interagir com a
sociedade, haja vista de ser um dos componentes desta maquina temporal que não
para, mas que fica estagnada quando a educação não caminha lado a lado
interagindo num mesmo compasso tendo o educador e educando como parceiros
indissociáveis.
É importante salientar que o professor
dos novos tempos se aproxima da informação e da tecnologia não necessariamente
para tê-los como uma barreira intransponível, mas como algo ao
alcance próprio e daqueles que dependerão de sua interação e
vontade de propagar o conhecimento adquirido. Nestes dias de facilidades na busca de
informações e de mudanças constantes, o professor se vê desafiado
pois as informações precisam passar pelo filtro pedagógico-educacional para se
saber se aquele conhecimento atende às necessidades daquele momento ou
serão concebidos para as novas gerações como algo duradouro e de cunho
educacional.
Ser docente nestes dias é o desafio de
se reinventar, de ser pedra e vidraça, pois tudo reflete em seu conhecimento e
modo de passar este conteúdo O conhecimento incorporado facilita
este trajeto, mas não é a portal que bloqueia novos conhecimentos,
refletindo na preparação deste professor-pensador diante
as intempéries destes novos tempo.
O aluno é o nexo causal de
conhecimento e aprendizagem. A atividade docente nestes novos tempos é
algo que precisa de uma reavaliação e de aprofundamento das
discussões acadêmicas pois esta em debate toda uma forma de pensar e
de ver a educação e seus processos de conhecimento. O desenvolvimento do
educador e as facilidades criadas para que estas inovações cheguem ao aluno
pode ser o condão para o desenvolvimento intelectual e de tomada de
conhecimento.