quarta-feira, 24 de abril de 2013

  • FILOSOFICAMENTE FALANDO
Imagem acessada em: 10/05/2013, ás 20:02, em: http://faflor.com.br/administrasempre/?p=18

A filosofia é pedra fundamental de toda teoria pedagógica e tem entre seus fundamentos básicos a concepção de sociedade, tendo o homem como detentor do conhecimento e torna o sujeito capaz de tornar a sociedade mais justa e fraterna.
A filosofia pressupõe uma educação reflexiva, buscando o norte entre o que se pressupõe de uma educação e o quê se busca efetivamente para uma aprendizagem eficaz.
O pensamento sólido filosófico interpreta as facetas da educação como um modelo que tem que estar focado em tudo que é necessário sem ter que se apaziguar com as dificuldades aparentes e no enfrentamento das dificuldades incrustadas na forma de se pensar e efetivar uma educação que tenha como preconização a inserção do aluno nos novos meios de adquirir conhecimento.
Nessa perspectiva, cabe à filosofia da educação empenhar-se na construção de uma imagem de homem como sujeito da educação, buscando uma visão integradora que leve em consideração a historicidade desse ser e sua busca incessante pelo conhecimento.
Educador e educação são permeados pela criação pedagógica e o tempo não cria fenda entre ambos. Assim como nos primórdios, inicialmente com os sofistas, o educador atual diante de todas as dicotomias tem como seara as condições adversas, pois somente assim a semente germinará sob condições próprias tornando a educação o elo forte entre o saber e o agente receptivo ao conhecimento. 
Neste sentido a filosofia da educação é o liame entre o professor reflexivo e o aluno que busca sua inserção na sociedade de forma plena por meio da educação e da vivencia democrática.

"A proposta do professor reflexivo se fundamenta na idéia de que é necessário enfrentar situações incertas e buscar uma resposta de acordo com o que se considera correto para o caso. Assim, esta abordagem coloca em crise as práticas escolares que se sustentem em concepções tecnocráticas, uma vez que confia na própria capacidade de reflexão para viabilizar a transformação da prática em valores educativos.”
(Autonomia dos professores. Trad. de Sandra Trabucco-Venezuela; revisão técnica, apresentação e notas à edição brasileira: Selma Garrido Pimenta.
São Paulo: Cortez, 2002).

O professor nestes novos tempos busca interagir com a sociedade, haja vista de ser um dos componentes desta maquina temporal que não para, mas que fica estagnada quando a educação não caminha lado a lado interagindo num mesmo compasso tendo o educador e educando como parceiros indissociáveis.
É importante salientar que o professor dos novos tempos se aproxima da informação e da tecnologia não necessariamente  para tê-los como uma barreira intransponível, mas como algo ao alcance  próprio e daqueles que dependerão de sua interação e vontade de propagar o conhecimento adquirido. Nestes dias de facilidades na busca de informações e de mudanças constantes, o professor se vê desafiado pois as informações precisam passar pelo filtro pedagógico-educacional para se saber se aquele conhecimento  atende às necessidades daquele momento ou serão concebidos para as novas gerações como algo duradouro e de cunho educacional.
Ser docente nestes dias é o desafio de se reinventar, de ser pedra e vidraça, pois tudo reflete em seu conhecimento e modo de passar este conteúdo  O conhecimento incorporado facilita este trajeto, mas não é a portal que bloqueia novos conhecimentos,  refletindo na preparação deste professor-pensador diante as intempéries destes novos tempo.
O aluno é o nexo causal de conhecimento e aprendizagem. A atividade docente nestes novos tempos  é algo que precisa de uma reavaliação e de aprofundamento das discussões acadêmicas pois esta em debate toda uma forma de pensar e de ver a educação e seus processos de conhecimento. O desenvolvimento do educador e as facilidades criadas para que estas inovações cheguem ao aluno pode ser o condão para o desenvolvimento intelectual e de tomada de conhecimento.

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